Finanças

Você sabe a necessidade de controlar as finanças do seu negócio?

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Postado por Ivilla Garcia
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Um negócio lucrativo e duradouro, seja ele uma empresa formal ou não, depende principalmente de uma boa gestão e de controlar as finanças.

Grandes instituições direcionam altos investimentos para setores financeiros complexos, que lhes permitem superar as turbulências dos momentos de crises e aproveitar as oportunidades para crescer.  

Mas, e os pequenos empreendedoresautônomos e profissionais liberais?  

O que você, que está nesses grupos, deve fazer?  

Como administrar as finanças dentro das suas possibilidades? 

A gestão financeira pode parecer complexa e distante, mas na verdade, pode ser bem mais simples e próxima da sua realidade. E é sobre isso que vamos falar neste artigo. Iremos apresentar alguns conceitos que podem ser muito úteis para você. Continue a leitura para compreendê-los. 

Um estudo do Sebrae realizado com pequenos negócios, mostrou que mais de 70% das empresas não estavam com uma boa situação financeira mesmo antes da crise do Covid-19.  

Entre as principais razões para a falência de empresas no Brasil está uma gestão financeira desqualificada, com a falta de controle dos lucros e despesas.  

Muitos negócios não conseguem prosperar devido a problemas de caixa. Mesmo tendo lucro e vendendo bem, acabam quebrando por falta de controle das finanças.  

A saída para esses casos é ter um bom plano financeiro. Mas o que faz parte desse planejamento? 

1. Fluxo de caixa 

O fluxo de caixa é uma ferramenta simples de controle do saldo, que serve para registrar as entradas e saídas do dinheiro em um determinado período de tempo. 

A partir dele, você pode fazer estimativas e projeções de possíveis cenários, como problemas de liquidez e endividamento. Ele, inclusive, sinaliza a necessidade de capital de giro

2. Princípio da entidade  

Calma! Não é um bicho de sete cabeças, esse princípio determina que o patrimônio da sua empresa deve ser separado do patrimônio pessoal. Isso significa que você deve separar as finanças pessoais das receitas e despesas do seu negócio, portanto, abra uma conta de pessoa jurídica.  

3. Custos fixos e custos variáveis 

Custos fixos são as despesas para manter a empresa funcionando. Imagine que o seu negócio fique fechado por um mês. Mesmo sem vender ou produzir, ainda assim geraria gastos. Ou seja, eles são inalteráveis e independem do volume de atividades.   

Já os custos variáveis, sofrem alterações de acordo com a produção.  Eles podem aumentar ou diminuir, conforme a quantidade de vendas ou serviços prestados.   

4. Capital de giro 

O capital de giro representa os recursos que a empresa tem no curto prazo para pagar as obrigações. Em outras palavras, é o dinheiro que gira entre pagamentos e recebimentos.   

É fundamental manter um capital de giro positivo para a saúde financeira do negócio, sendo primordial para que a empresa consiga estabelecer o ponto de equilíbrio.   

Outro conceito importante relacionado a esse capital é a Necessidade de capital de giro ou NCG que representa a quantia necessária para pagar os fornecedores, sem contar com os valores a receber das suas vendas a prazo. Portanto, ela é importante para garantir que você terá dinheiro no caixa, mesmo quando não vender à vista.  

Cada negócio tem um cenário diferente. E entender as suas necessidades, ajuda a prever a situação financeira e evitar empréstimos ou financiamentos de curto prazo

6. Margem de contribuição  

A margem de contribuição representa quanto cada produto vai colaborar para a empresa.   

  • Margem: é a diferença entre o valor recebido e os gastos envolvidos em uma venda.  
  • Contribuição: representa o quanto essa venda contribuiu para o pagamento das despesas fixas e para o lucro.  
  • É encontrada com o seguinte cálculo: MC= valor das vendas –custos variáveis 

Por exemplo, vamos considerar um restaurante que vende um prato por R$ 40,00, mas gasta R$ 30,00 para produzi-lo e vendê-lo. Logo, se fizermos o cálculo: 

MC= R$ 40,00 – R$ 30,00

MC= R$ 10,00

Chegamos a conclusão de que a margem de contribuição desse produto específico é de R$ 10,00.  

7. Ponto de equilíbrio 

ponto de equilíbrio é onde os custos fixos e a margem de contribuição se encontram. Traduzindo: é o mínimo que a empresa precisa vender para não ter prejuízo. Nesse ponto, o negócio ainda não tem lucro.  

Ao longo do mês, iremos publicar uma série de artigos aqui no RecebeInfo, para detalhar e ajudar você a aplicar essas ferramentas no seu dia a dia com dicas práticas! Para ficar por dentro de tudo, continue nos acompanhando!  

Tem alguma dúvida? Conta pra gente nos comentários! 

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