Finanças

Fluxo de caixa: saiba o que é e como executar o seu

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Postado por Ivilla Garcia

Muita gente ao ouvir falar de gestão financeira, fica perdida a respeito do que deve fazer, quando na verdade, não é tão complexo como parece.  Uma das principais razões para complicarmos tantos processos, como o fluxo de caixa, é que nós, brasileiros, não somos acostumados com termos financeiros.  

Mas, compreender como o fluxo de caixa pode ajudar o seu empreendimento é fundamental, já que toda a movimentação financeira é registrada nele. O uso desse instrumento permite saber se o mês, o trimestre ou o ano teve um saldo positivo ou não. 

Muitas vezes, ao aplicar a ferramenta em nosso negócio, nos perdemos com o excesso de dados, sem entender por onde começar.  

Por isso, o ideal é simplificar o processo! E, nesse artigo, iremos desmistificar o fluxo de caixa. Continue a leitura para entender de vez esse conceito.  

O que é fluxo de caixa?  

O fluxo de caixa é uma ferramenta simples de monitoramento do saldo de caixa, com o controle das entradas e saídas. Ele permite a análise de como e quando o dinheiro está entrando e saindo, além de ajudar a manter o negócio em ordem. 

Com ele, conseguimos responder perguntas como: 

Posso comprar agora?  

Como estará meu saldo nos próximos meses?  

Há possibilidade de sobra de caixa? Posso reinvestir?  

Fazer melhorias? 

Ele traz estimativas e ajuda na projeção de possíveis cenários, como problemas de liquidez e endividamento. E, inclusive, sinaliza a necessidade de capital de giro. 

  • É importante definir um período para analisar, que pode ser mensal, trimestral, semestral ou anual.  

Controle de caixa ≠ Fluxo de caixa 

É importante ressaltar que há uma diferença entre o controle de caixa e o fluxo de caixa, mesmo eles tendo uma relação direta.  

controle lista as entradas e saídas diárias do que já foi realizado, ou seja, só é possível analisar a situação daquele momento.  

Já o fluxo inclui as previsões futuras e permite enxergar um cenário mais amplo.  

  • O controle faz parte do fluxo de caixa. 

Quais problemas podem ser evitados? 

Quando desenvolvemos um fluxo bem elaborado, é possível: 

  • Antever dificuldades de caixa; 
  • Trabalhar melhor as estratégias; 
  • Negociar com fornecedores; 
  • Saber o momento certo para oferecer promoções. 

Como elaborar o fluxo do seu negócio? 

Os principais itens a observar são:    

  1. período analisado (um mês, três meses, seis meses, um ano);
  2. saldo inicial (a quantia disponível no início do período escolhido);  
  3. As receitas ou entradas (o dinheiro recebido ou a receber pelas vendas do serviço prestado ou produto comercializado);  
  4. As despesas/saídas (o dinheiro gasto);   
  5. saldo de caixa final (o capital disponível no fim do período observado). 

Considere tudo que envolva movimentação financeira, desde o que já aconteceu (vendas e compras à vista) até os projetáveis (contas a pagar, vendas a prazo). 

Algumas dicas são:  

  • Não inclua as finanças pessoais no fluxo de caixa do negócio; 

Há um conceito chamado Princípio da entidade, que determina que o patrimônio da sua empresa não deve se misturar ao seu pessoal. Isso significa que você deve separar as finanças pessoais da receita e despesa do seu negócio. 

A melhor maneira de cumprir com esse princípio é abrir uma conta de pessoa jurídica. Existem várias instituições que nem cobram taxas, como os bancos digitais. 

  • Coloque no fluxo o “salário” do sócio, ou seja, quanto o dono recebe, considere o empresário/sócio como funcionário; 
  • Procure sempre casar as suas despesas com a receita; 
  • Prepare-se para as sazonalidades, ou seja, saiba em quais épocas o seu negócio tem mais receita. Por exemplo, se você tem mais vendas no verão procure se organizar para o inverno.  

Crie uma planilha, separando as receitas e despesas em grupos separados. Inclua previsões, como a data de recebimento das vendas parceladas, registre os custos fixos e os variáveis, e, no fim, apure a diferença. 

É importante observar que, se o valor de entradas é maior que as saídas, o saldo é positivo, do contrário, representa um déficit.   

  • Para manter o fluxo de caixa atualizado, é importante realizar lançamentos diários. Ou seja, tenha a rotina de detalhar os gastos todos os dias, mesmo que o período escolhido seja trimestral. Assim, você não esquece dados e agiliza a análise final.  

Caso tenha interesse, clique aqui, para baixar a planilha de fluxo de caixa disponibilizada pelo Sebrae.   

E o que fazer depois que a planilha for finalizada?  

Depois que já encontrou o resultado do seu fluxo de caixa, é hora de analisar os resultados e, a partir deles, avaliar o que pode ser implementado no seu negócio. 

Se for negativo:  

  • Venda mais à vista ou diminua o prazo de pagamento; 
  • Procure antecipar receitas que você tenha a receber; 
  • Diminua os estoques; 
  • Antecipe as receitas com promoções. 

Se for positivo:  

  • Reinvista no seu negócio; 
  • Aumente os prazos de pagamento para os clientes, quem sabe assim você consegue vender ainda mais; 
  • Distribua o lucro. 

Desenvolver um bom fluxo de caixa pode ser, inclusive, um diferencial em tempos de crise, já que amplia as possibilidades de criar estratégias e dá mais tempo para pensar em novas alternativas. 

Agora que você já viu que é possível simplificar esse processo, é hora de criar o seu! E aí, ficou alguma dúvida? Conta pra gente nos comentários. 

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